O Brasil é um dos 30 maiores exportadores do mundo e vende produtos diversificados para grande número de mercados. Os principais mercados de destino têm sido os Estados Unidos e a União Européia, que, em conjunto, absorvem 50% das exportações brasileiras. O País tem intensificado relações comerciais com a América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. 55% das exportações brasileiras são de produtos manufaturados. Entre os principais produtos da pauta figuram aviões, automóveis, motores e autopeças, aparelhos transmissores ou receptores, produtos semimanufaturados, minério de ferro, soja, óleos brutos de petróleo, calçados, carnes, café cru em grão, pastas químicas de madeira e açúcar. Embora os produtos primários representem apenas 28% das exportações do País, alguns deles alcançam posições de destaque no "ranking" dos principais produtos exportados pelo Brasil, como minérios de ferro, soja e café.

   O Brasil é um dos mercados emergentes mais significativos no mundo e o principal na América Latina. Possui indústria de base desenvolvida, setor exportador cada vez mais eficiente e sistema financeiro sofisticado. Com população superior a 170 milhões de habitantes, território continental e matérias primas abundantes, o Brasil tem mostrado capacidade de absorver vultosos investimentos em todos os setores da economia. No conjunto dos países em desenvolvimento, ocupa a quarta posição entre os que mais recebem Investimento Direto Estrangeiro - IDE, depois da China, Hong Kong e México.

   Em 2002, o Brasil recebeu US$ 25 bilhões em IDE. Essa posição pode ser atribuída ao dinamismo da sociedade brasileira, ao potencial do mercado nacional, à estabilidade política e à maturidade econômica alcançadas pelo Brasil, assim como à política liberal em relação ao capital estrangeiro. Além de conferir o mesmo tratamento do capital nacional, a lei brasileira não estabelece limites para remessa de lucros e dividendos ao exterior.

   A presença de capital estrangeiro na economia brasileira é, há muito, significativa e diversificada tanto em relação aos países investidores, quanto aos setores envolvidos. A participação de empresas estrangeiras desempenha um papel ativo na ampliação e modernização do vasto e diversificado parque industrial brasileiro. Os oito maiores investidores estrangeiros no Brasil são hoje, pela ordem, Estados Unidos, Espanha, Países Baixos, França, Portugal, Reino Unido, Suíça e Japão. O processo de privatização e a concessão de serviços públicos contribuíram para que muitos países aumentassem o fluxo de seus investimentos dirigidos ao Brasil. É o caso da Espanha e de Portugal, que nos últimos anos vêm dando especial atenção às possibilidades que o Brasil oferece em áreas como o turismo e as telecomunicações.

   A política de comércio exterior no Brasil é gerida pelos Ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Fazenda, sob a coordenação da Câmara de Comércio Exterior, Camex, criada em 1998.

   Quem executa, no plano externo, a política brasileira de comércio exterior é o Ministério das Relações Exteriores por intermédio da Direção-Geral de Promoção Comercial. Sua missão é organizar, dirigir e implementar políticas de promoção das exportações brasileiras e de captação de investimentos estrangeiros de interesse do Brasil.

   A Direção-Geral dispõe de três divisões especializadas em diferentes funções da promoção comercial, para maior eficiência e melhor aproveitamento de seu quadro gerencial e técnico.


Divisão de Programas de Promoção Comercial DPG
coordena a rede de Pontos Focais do Sistema de Promoção de Investimentos e Transferência de Tecnologia para empresas – Sipri e cuida dos aspectos técnicos da BrazilTradeNet, portal de comércio exterior do Ministério. Também trata da cooperação entre outras entidades públicas e privadas, do treinamento e capacitação de recursos humanos.

Divisão de Informação Comercial DIC
responsável pela coleta sistemática de informações relativas a comércio exterior e pela elaboração de relatórios periódicos divulgados à comunidade empresarial.

Divisão de Operações de Promoção Comercial DOC
cuida de missões comerciais, feiras, seminários, rodadas de negócios e outros eventos promocionais no Brasil e no exterior, além de promover o turismo no Brasil.

   Além das atividades mencionadas, a Direção-Geral de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores procura estimular as exportações brasileiras mediante coleta, tratamento e divulgação de informações de interesse dos exportadores brasileiros, por meio de relatórios, manuais, informativos, pesquisas e análises variadas, oferecidos no seu portal de comércio exterior, a BrazilTradeNet.

    A BrazilTradeNet é o site do Ministério das Relações Exteriores que leva aos empresários brasileiros informações sobre possibilidades de exportação de produtos e serviços, assim como oportunidades de investimentos estrangeiros. Criada em 1998 pela Direção-Geral de Promoção Comercial do Itamaraty, a BrazilTradeNet é hoje o maior instrumento do gênero na América Latina. Além de informações gerais sobre comércio exterior, oferece dados estatísticos sobre o Brasil e o Mercosul, pesquisas de mercado, informações sobre produtos específicos e oportunidades de negócio. O site está disponível em português, inglês e espanhol. Além do acesso a informações de alto valor agregado, a BrazilTradeNet permite às empresas nacionais a divulgação gratuita de seus produtos no exterior e às empresas estrangeiras a identificação de eventuais fornecedores ou parcerias no Brasil (Extratos de Brasil: Marca de Excelência, Ministério das Relações Exteriores, Direção-Geral de Promoção Comercial, nº 1, 2003).

 

 

COMÉRCIO BRASIL-CANADÁ

   As exportações brasileiras para o Canadá têm crescido paulatinamente. Em 2002, foram de CA$ 1.906.161.000 ou US$ 1.213.883.000 e representaram mais 22,8 % do que em 2001. As exportações canadenses para o Brasil no mesmo período foram de CA$ 730.807.000 ou US$ 465.393.000. O valor acumulado do comércio bilateral foi de CA$ 2.636.968.000 ou US$ 1.679.276.000, tendo representado acréscimo de 8,1% com relação ao ano de 2001.

   De janeiro a setembro de 2003, as vendas do Brasil para o Canadá foram de CA$ 1.432.829 ou US$ 1.002.399. As exportações canadenses para o Brasil foram de CA$ 644.103 ou US$ 450.610. (Fonte: Statistics Canada)

BRASIL RANKING MUNDIAL